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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Bunker

Ouvindo jovens na prosa econômica.
Os mitos dominam inconscientes
inconsequentes, em extinção
Sapiens atravessam eras.
Deveras?

Tarefas até o fim do ano ou fim do mundo me dividem e dá preguiça. 
Momentum continum construindo bolhas de sabão no castelo de areia enquanto as árvores dançam acariciadas pelo vento.
Dúbio momento 

Só corro

O que mudar para a vida continuar sem tanta destruição? 
Voltar ao normal de antes se torna impossível.
Homofobia, misogenia e outras lutas acabam em quanto tempo?
Tempo na geração de predadores desejo urgente. 
Ocupação demográfica, exploração, migrações de seres vivos de aspectos diversos. Alguns são molhados, outros tem espinhos e o planeta vira Água.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Estudando GyorgyLukacs

Condições políticas pós moderna, tenho que reler Agnes. 
Patriarcado na luta dentro da família é necessário muito paciência e um coração forte - uma das minhas delicadezas sentimentais - trabalhando em ritmo lento para a necessidade do momento. 
Como ampliar o conhecimento, inteligência e todas as outras ignorâncias desconhecidas?
Diversidade e gêneros encontram - se e o patriarcado perdendo o poder. 
Aliados, sob comando dos que trabalham, o capital atravessa transformação.
A Revolução francesa era aliança entre burguesia e operariado. O movimento das diretas já da década de 80 do século XX tem o mesmo significado. 
A revolução russa trouxe o Putim que subiu o rendimento do operário russo de 7 para  29 . 
E tem os asiáticos que com os índios, aborígenes e primitivos habitam também esta dádiva chamada Terra. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Teoria da relatividade

Estou no futuro!

Eu e meu reflexo invertido.

Os marimbondos desalojados do limoeiro aguardam seu destino final.

As pragas acompanham – me no jardim e na vida. Hanseníase, tuberculose, dengue e formiga.

Gosto de música, plantas e solidão, escrevi em um grupo e, nos afazeres da rotina da detenção preparo-me para um futuro que talvez não veja.

Estou vivendo o futuro de um passado de ficção.

Isolada, visitada por fantasmas de homens bombas, pernilongos e outros insetos que ocupam a casa e o quintal. Minha necessidade atual são duas galinhas, não só pelos ovos mas para dar cabo das ervas daninhas, cupim e formigas de todos os tamanhos.

Tenho sorte, diz a filha.

Ocupando a nave espacial, projetada para o envelhecimento, onde tudo é plano, estacionada no planeta azul de uma terra redonda. Tudo plano foi o pedido para a arquiteta que acrescentou ao projeto original um jardim, entre a cozinha e o quarto e, o telhado verde.

Muito trabalho nesta nova profissão.

Até quando?

Não sei.

Estou no passado?

Meus meridianos deslocam-se causando-me coceiras onde não posso atingir.

Lentidão e discursos neste isolamento social. Salário pra mim já virou palavrão. Juros, devemos cobrar a esses incompetentes que tomaram o poder. Parecem poucos e estão identificados. De paletó e gravata com seus sapatos finos, nos jatinhos, sobrevoam a plebe que ainda não ruge.

Estou no presente.

Consegui ficar com meus metros quadrados nos 168 centímetros.

Vivo de 15 em 15 dias de contatos extramuros. Há 16 dias fui ao mercado. Sem sinal ou sintomas. Não contaminada até a próxima saída.

E o oftalmo, o dentista, a mamografia?

Quero acreditar em um mundo novo?

No universo ainda em expansão, somos cíclicos, como vírus saltamos na evolução.

Ou vai ou racha.